Cena do filme Planeta dos Macacos
Parece mentira, mas não é. Em 1926, o biólogo e especialista em inseminação artificial Ilya Ivanovich Ivanov tentou criar o homem-macaco. 

Tudo começou quando o ditador Josef Stalin teve a ideia maluca de criar o ‘Humanzé’- cruzamento de humanos com chimpanzés. Segundo fontes históricas, Stalin pretendia ter um exército dessas criaturas que, para ele, seriam os super- guerreiros. “Quero o ser humano invencível, que seja resistente, insensível à dor e indiferente sobre a qualidade dos alimentos que comem. Uma máquina de guerra viva". 

Como era um russo famoso por ter aperfeiçoado a inseminação artificial e seu uso na reprodução cavalos, Ilya foi escalado e financiado para fazer o cruzamento bizarro. 

Ilya apresentou o projeto de mutação ao Congresso Mundial de Zoólogos e, depois que recebeu autorização para usar a estação de primatas de Kindia, Guiné Francesa, para as experiências, percorreu o mundo atrás de um voluntário parar a doação de esperma. Mas, como não encontrou ninguém, ele mesmo doou o próprio esperma para o experimento. Na primeira tentativa, o biólogo inseminou três chimpanzés com sêmen humano, mas nenhuma delas engravidou. 

Diante do fracasso, Ilya teve a ideia de aplicar o sêmen de chipanzés em pacientes hospitalares sem que eles soubessem. O projeto, porém, foi rejeitado pelo governo local, mas ele não desistiu. 

Quando, Nikolai Petrovich Gorbunov, chefe do Departamento de Instituições Científicas, ficou interessado no projeto e anunciou seu apoio aos estudos de Ilya. O cientista, novamente, decidiu tentar mais um experimento: Desta vez que consistia em inseminar uma mulher com esperma animal.

A cobaia seria uma mulher anônima que tinha enviado uma carta a Ilya contando que sua vida havia a acabado e por isso queria ser usada no experimento. Ela recebeu o nome de ‘Mulher G’ e foi definida para ser impregnada com o esperma do orangotango, mas o macaco doador, chamado de ‘Tarzan’, morreu, e o experimento mais uma vez falhou. Depois disso Ilya foi mandado parar o exílio, onde morreu pouco tempo depois.