Entre as pessoas que moldaram a história do mundo, algumas são lembradas por seus atos de bravura, outras por suas invenções, ideias e filosofias. Mas também tem aquelas que entraram para a história por causa de sua ignorância e estupidez.  É o caso do general Manuel Mariano Melgarejo Valencia, que foi presidente da Bolívia entre os anos 1864 e 1971.
Destemido por sua arrogância e brutalidade, recebeu a fama de presidente maluco. Ele era dependente do álcool e esse vício, talvez, foi uma das principais causas de seu desgoverno. Entretanto, a história que mais ficou marcada foi a de que Melgarejo teria doado um pedaço do país em troca de um casal de cavalos brancos.

Esse presidente, de acordo a história, foi responsável por negociar com o Brasil a questão do limite territorial entre os dois países no período da Guerra do Paraguai. Na época, o governo brasileiro, temendo a possibilidade da Bolívia se unir ao Paraguai, se propôs a rever o Tratado de Madri (1750), que definia a fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Mas antes mesmo das negociações, o cônsul brasileiro na Bolívia, Regino Correa, conhecendo a paixão do presidente Melgarejo por equinos, o condecorou com uma medalha e lhe deu de presente um casal de cavalos brancos.

Existem rumores de que o presidente boliviano ficou tão contente com o presente recebido que na hora da negociação marcou dois dedos de terra no mapa e deu de presente ao Brasil. Com isso, a linha divisória, que a partir de 1750 era reta, passou a ser oblíqua, dando origem à linha imaginária conhecida atualmente como Linha Cunha Gomes.
Muitos historiadores, porém, contestam essa versão afirmando que, na verdade, o Brasil deu dinheiro à Bolívia e prometeu construir uma ferrovia em troca do pedaço de terra onde hoje é o Estado do Acre.